
Me vejo sozinha em meio a multidão
Não é o amor, tão pouco dinheiro, quiçá poder
Tento expressar um anseio indefinido
Algo tão etéreo quanto a minha razão
E olho, observo as pessoas que passam
Pouco imaginam o que tenho em mim latente
E mesmo escrevendo fica difícil descobrir...
Analiso, examino, estudo sobre o que devo saber
Questiono e vivo na expectativa de fazer a diferença
Nesta dúvida insana, insólita em que me encontro
Até mesmo prolixa consigo, mesmo sem quere, ser

Ora nobre colega, não sabes das loucuras dos poetas?
Até nos versos conseguem confundir-se, dizer sem nada falar
Brincar com palavras, incitar sentimentos aos quais desconhece...
E numa métrica um tanto quanto decadente
Me arrisco em falar sobre a estranha necessidade
Não só do poeta, estudioso ou nobre senhor tem
O que nas minhas entrelinhas torpes procuro dizer
E nessa brincadeira sem graça mas instigante
Falo sobre uma vontade que todos devem ter
E no final de tudo faço uma rima para esclarecer
Da sede, gostosa e boa sede...
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