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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Tenho sede

Na busca constante por algo que nem sei     
Me vejo sozinha em meio a multidão
Não é o amor, tão pouco dinheiro, quiçá poder
Tento expressar um anseio indefinido
Algo tão etéreo quanto a minha razão
E olho, observo as pessoas que passam
Pouco imaginam o que tenho em mim latente
E mesmo escrevendo fica difícil descobrir...
Analiso, examino, estudo sobre o que devo saber
Questiono e vivo na expectativa de fazer a diferença
Nesta dúvida insana, insólita em que me encontro
Até mesmo prolixa consigo, mesmo sem quere, ser
E o leitor tonto e perdido, curioso busca investigar
Ora nobre colega, não sabes das loucuras dos poetas?
Até nos versos conseguem confundir-se, dizer sem nada falar
Brincar com palavras, incitar sentimentos aos quais desconhece...


E numa métrica um tanto quanto decadente
Me arrisco em falar sobre a estranha necessidade
Não só do poeta, estudioso ou nobre senhor tem
Não pretendo rimar, quero que sinta na subjetividade
O que nas minhas entrelinhas torpes procuro dizer
E nessa brincadeira sem graça mas instigante
Falo sobre uma vontade que todos devem ter
E no final de tudo faço uma rima para esclarecer
Da sede, gostosa e boa sede...

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